CidadaniaRaul Tomé

Porque o direito e dever de votar é importante e interessante

Ser cidadão ativo é encontrar no direito e no dever de votar um valor e importância para uma democracia. Votar, na minha opinião, implica saber de política. Implica estar informado sobre a visão, missão e ambição de cada um dos partidos. Um cidadão informado, que vote em consciência, é um cidadão que participa da vida política (Política que vem do Grego: politikos, que significa “de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis (cidade-estado)”), ou seja, da sua cidade, do seu país.

O voto é um direito, mas é também um dever, mas nunca poderá ser algo obrigatório como acontece em muitos países. É uma escolha, individual, consciente, responsável. O resultado do voto irá influenciar de forma positiva ou negativa a vida de muitos.

Ser cidadão ou cidadã é ter a verdadeira noção de que o seu papel na sociedade e na comunidade é relevante e tem impacto.

Hoje, a maioridade dá-nos o direito de votarmos em todas as eleições existentes no nosso país, no entanto nem sempre foi assim. O 25 de Abril de 1974 trouxe entre outros direitos o direito ao voto.

Durante o início do século XX, o voto era apenas concedido aos homens, chefes de família. Só em 1931 é que o voto é concedido a algumas mulheres (dizemos algumas pois existiam muitas limitações legais que inibiam grande parte da população de votar), e só em 1933 é que o voto é aberto às mulheres solteiras.

Só na segunda metade do século, em 1968, existiu o direito de votar sem qualquer discriminação em função do género, sendo impossibilitado aos cidadãos que não soubessem ler. Foram precisos muitos anos, e uma revolução para que todos os cidadãos portugueses tivessem o igual direito de votar, sem qualquer discriminação.

Por esta razão, e por forma a honrar todos aqueles que lutaram pela igualdade, parece-nos fundamental não esquecermos a nossa identidade, a nossa história e votarmos em todas as eleições.

Votar é um direito, é certo que todos temos a liberdade de escolher exercê-lo ou não, mas será que quando optamos por não o fazer estamos verdadeiramente conscientes daquilo do que abdicamos?  Abdicamos de nos expressarmos sobre os futuros governantes do nosso país, da nossa câmara municipal e da nossa junta de freguesia.

O voto é também interessante. É interessante ouvir sobre política, ler sobre política e falar sobre política. É interessante porque, quanto mais informados estivermos, menos seremos “enganados” na nossa vontade e identidade política.

Por isso, informe-se, estude, leia, e vote, porque o seu voto faz toda a diferença!

Anabela dos Reis Moreira

A Anabela dos Reis Moreira é uma das associadas fundadoras da FENIKS e é uma FENIKS. Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Hoje gere a UpTogether Consulting e trabalha com pessoas, para pessoas. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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